segunda-feira, julho 23, 2007

O Calcanhar de Aquiles

Só o secador mais recalcado não irá admitir que o Botafogo está jogando o melhor futebol do Campeonato Brasileiro até o momento. Ontem, sem importantes titulares ( como Túlio, Zé Roberto e Dodô) o Botafogo se impôs, encarou o Sport numa Ilha do retiro lotada e arrancou um empate no último segundo de jogo. Mais uma prova de força.

Mas o que impede de se indicar definitivamente o alvinegro como pule de 10 para o título são dois fatores:

1) Seu goleiro é fraco. Júlio César não está no mesmo nível do time, é inseguro, leva uns frangos de vez em quando e não sabe sair do gol. Falhou ontem no segundo gol do Sport. Além disso, Renato Silva é apenas regular como zagueiro. Os tricolores devem ter todos se convertido ao Rastafári, pois a maconha que o tirou do Fluminense foi sagrada.

2) O aproveitamento da equipe fora de casa é relativamente baixo. O Botafogo parece não saber vencer no campo do adversário. Se por um lado só perdeu uma partida, sua única vitória fora de casa, se contarmos os clássicos cariocas como campo neutro, foi na primeira rodada, 3x2 num desfigurado Inter-RS no Beira-Rio. É pouco pra quem quer ser campeão sem ter que torcer pro tropeço dos outros.

Confira os resultados do Botafogo fora de casa:

13/05 - Inter 2x3 Botafogo
09/06 - Palmeiras 1x1 Botafogo
03/07 - Goiás 1x1 Botafogo
14/07 - Santos 3x0 Botafogo
22/07 - Sport 3x3 Botafogo

quinta-feira, julho 19, 2007

Americanas pegam o Peru

Neste momento, as conterrâneas de Scarlet O'Hara e Traci Lords estão encarando as compatriotas das visitadoras de Vargas Llosa pelo bronze do vôlei.

A Argentina é o Vasco do Brasil

O que dizer dos hermanos argentinos? Eles passaram a amarelar pra amarelinha, assim como o Vasco amarela pro Flamengo em finais. Aí é que mora o perigo. Em 2001, com o tri (e o tri-vice), e em 2004, o rubro-negro ganhou dos fregueses, achou que isso aqui tá muito bom, isso aqui tá bom demais e depois lutou para não ser rebaixado no Brasileiro.

No mesmo ano, um Brasil a meia-bomba jogou mais ou menos na Copa América e ganhou da Argetina nos pênaltis. No ano seguinte, goleou-a na final da Copa das Confederações, na qual igualmente tinha ido mais ou menos até então, perdendo pro México e empatando com o Japão com ajuda do juiz.

Em 2006, vimos o que aconteceu.

quarta-feira, julho 18, 2007

O que dizer...

...da Copa América que já não foi dito exaustivamente por outros sites? Mas é para isso que estamos aqui, pra dizer o que os outros não dizem. Pra começar, por favor não vamos entrar nessa discussão de futebol resultado x futebol arte. Ninguém cobrava da seleção do Dunga meter 9x0 com 55 bolas no meio das pernas do adversário e 10 minutos de olé. Queríamos apenas um time que jogasse bem e que não dependesse apenas de um lampejo do Robinho. Quem assistiu o insuportável Brasil x Equador sabe do que estou falando.

O ponto é: somos campeões. Jogamos bem na final? Sim. Mas em cima de quem? De uma Argentina irreconhecível, uma Argentina que carrega o peso de um jejum nas costas (como acontecia com o Fluminense até outro dia), que joga bonito mas não ganha título (como o Botafogo), que é favorita mas perde sempre na final pro mesmo adversário (como o Vasco), que a torcida acha que é o melhor do mundo, mas está muito longe disso (como o Flamengo).

Sim eles têm Riquelme, Messi, Palácios, Tevez... mas quem é o craque da Argentina lá atrás? Ayala? Se não tivéssemos feito o 1o gol tão cedo, os portenhos teriam ido tão mal na partida?

A sensação que ficou é que se jogássemos a final contra qualquer outra seleção (tá, menos o Chile) a parada seria muito mais difícil. É só comparar com os jogos contra México e (o fraco) Uruguai.

Dunga vai achar que essa formação é time pra disputar vaga pra Copa? Que Doni é goleiro de seleção? Que Afonso é mais atacante que o Dodô? Veremos. Ainda bem que as eliminatórias são longas, e teremos tempo pra corrigir impressões erradas que a conquista possa nos trazer.

quarta-feira, julho 11, 2007

Jack Bauer perde

Intrigas, esquemas Governo/TV, lavagem de dinheiro de juizes, o Universo conspirando contra um único alvo.

24 Horas? Além da Imaginação? Não, é só um choro que ninguém cala. Para quem gosta de ler uma ficção (barata?) na hora do almoço:

http://portoroberto.blog.uol.com.br/index.html

sábado, julho 07, 2007

Ana Paula

Parabéns

E obrigado

Iú-é-Sei!

Torço pra Escócia meter 3 a 0 na Costa Rica amanhã e o Renato Augusto voltar logo pro Mengão. Responsável direto pelo gol de empate do Brasil, com um belo voleio que resultou no rebote do goleiro americano (ou estadunidense, como diria um esquerdista babaca - desculpem pelo pleonsamo), foi sacado logo em seguida e o Brasil perdeu.

Não estamos acostumados a ver americanos jogar futebol direito com os pés, mas como joga o tal do Adu...

O esporte mais dificil do Pan

Será o das mães que têm filhos em creches municipais e dependem delas, porque trabalham.

Aguardem.

E boa sorte a elas.

quinta-feira, junho 28, 2007

Mistério Mexicano

O que acontece com a seleção do México, que consegue quase sempre ganhar do Brasil... e quase sempre perder dos Estados Unidos?

Eis aí algo difícil de entender nos mistérios das freguesias do futebol e vem à cabeça novamente, quando a verdinha mexicana impõe 2 a 0 sobre um Brasil amarelado - que só não foram três porque o atacante Castillo perdeu um dos gols mais feitos da história, sem goleiro - logo após perder mais uma Copa Ouro (torneio das américas do Norte e Central) para os vizinhos de cima do muro.

O cômputo dos jogos mais recentes do México contra nosotros, brasileños e o tio Sam não deixa duvidas. Desde a Copa das Confederações de 1999, os mexicanos venceram seis vezes os brasileiros - historicamente léguas à frente nos campos - e perderam apenas uma vez, com dois empates. Já contra os americanos, para os quais football sempre foi algo que se jogava com as mãos, os conterrâneos de Frida Kahlo caíram em nova das 12 partidas disputadas neste milênio, vencendo apenas duas e empatando outra.

O México é o Robin Hood do futebol.

Resumão do professor Girafalis:

Chapolim x amarelona desde 1999: 6 vitórias, 1 empate e 1 derrota
Quico x tio Sam neste milênio: 2 vitórias, 1 empate, 9 derrotas

quarta-feira, junho 27, 2007

Menas polítitica, mais futebol!

No que pesassem as presenças dos bons companhêros que presidem com marra de imperadores o país-sede da Copa América e seu primeiro adversário - com o ovos (in)devidamente cobertos da baba de Diego Armando, tão bufão quanto eles, com as diferenças que não manda em país nenhum e sabe jogar bola.

Ao contrário das pessoas da Venezuela e da Bolívia. Os primeiros, foi falado ontem em mesa redonda qualquer, têm como obrigação apenas passar da primeira fase, visto sua pouco tradição no futebol. Protesto, meritíssimo! Não têm nem isso. No país mais chegado em beisebol e até corridas de cachorros, o futebol só existe como piada involuntária.

Razoáveis no basquete e no vôlei, os venezuelanos desenvolvem seus esportes da mesma maneira que sua política: em função dos Estados Unidos. De mãos dadas com Washington ou na luta contra o imperialismo ianque, sem o Tio Sam como referência, a Venezuela não passa de um barril de petróleo cucaracho. E até os norte-americanos jogam menas pior.

Nas últimas duas eliminatórias, porém, a Venezuela evoluiu. Isso significa que não ficou em último lugar. E só. O país tem, atualmente, o melhor jogador de sua história, Arango. Ele joga na Espanha. No Mallorca. Eto'o também já jogou lá, mas saiu pro Barcelona. Se o melhor jogador dos donos da casa continua jogando no Mallorca, dá para entender em parte as seguidas eleições do chapolin. A cada clássico entre Deportivo Tachira e Maracaibo, os venezuelanos vão se graduando na arte do masoquismo.

Se o melhor jogador da Venezuela joga no Mallorca, o craque boliviano atua - ou atuava - no altiplano. Atingiu marcas como os quase 4 mil quilômetros de altitude de La Paz. Chama-se altitude e é o grande, porque único, trundo dos cocaleros de Evo. O Flamengo que o diga.

A revolta do Zacarias de poncho contra a acertada atitude da Fifa em barrar os jogos a altitudes superiores a 2,5 quilômetros é uma boa amostra das duas principais características do futebol bolivariano: incompetência e espírito trapaceiro.

Tudo isso, porém, serve para dizer o quão obtuso é, em uma cobertura de futebol, dar mais destaque ao empate das duas piores seleções sul-americanas do que os humilhantes 3 a 0 que o Peru meteu no Uruguai.

O segundo futebol mais decadente do mundo - depois da Hungria - levou à competição alguns de seus principais jogadores, mas e daí? Eles não são mais Schiaffino ou Obdulio Varella. Nem mesmo Mazurceiwski ou Francescolie Venancio Ramos, os últimos craques dignos dessa denominação a saírem das terras cisplatinas.

O jogo ainda trouxe um conteúdo histórico, amplamente ignorado aqui no Brasil. Do banco, o treinador peruano Julio Cesar Uribe certamente lembrou, 26 anos depois, uma vitória sobre a Celeste em pleno estádio Centenário, em que marcou um dos gols e fez belíssima jogada no outro.

Aquele jogo, que terminou 2 a 1, classificou o Peru para sua, até agora, última Copa do Mundo. É impossível que, ontem, Uribe, que dentro de campo era craque, não tenha pensado em que pode ter começado a tão prometida, mas até hoje nunca cumprida, ressurreição de um fitebol que já teve jogadores do nivel dele e de Teofilo Cubillas.

Para quem dúvida:

Primeiro gol peruano em 81, com jogada de Uribe

Segundo, do próprio Uribe

E os gols da goleada de ontem

Os de Venezuela 2 x 2 Bolívia também estão no you tube, mas não vou postar aqui.
Só tem gol feio.

terça-feira, junho 26, 2007

O redentor fim de Policarpo Quaresma (quando virá?)

No Arena SporTV, há pouco, Cléber Machado, Sidney Garambone, Marco Antonio e Caio ex-jogador falavam sobre a final da Copa de 98, persistido na ladainha de buscar entender a derrota brasileira na final pelo que aconteceu na final com a convulsão do ronaldo, coisa e tal. Garambone pondera que o Brasil não fazia uma Copa impecável, mas que a França também não fazia. No final, a unanimidade concorda que o Brasil jogou muito aquém de suas possibilidades pela falta de seu principal – segundo eles – jogador.

Nenhum dos participantes da mesa redonda se pergunta que possibilidades o Brasil atingiu quando perdeu da Noruega, ainda na primeira fase. Nem quando foi dominado na semifinal pela Holanda, que esbarrou em sua incompetência botafoguense de não traduzir a superioridade em vitória. Nem mesmo quando complicou o jogo contra a apenas razoável Dinamarca nas quartas-de-final.

A rigor, o Brasil só teve duas atuações irrepreensíveis naquela copa com trilha sonora de pagode ‘crilouro’ via FM O Dia: um 3 a 0 sobre o Marrocos e os 4 a 1 nas oitavas sobre o Chile – que, com Salas e Zamorano, jogou menos do que podia.

Enquanto isso, os franceses venceram toda a primeira fase, incluindo a própria Dinamarca, sem susto, e goleadas sobre Arábia Saudita e África do Sul – com direito a ‘ovinho’ sentado do Zidane. Depois, furaram a defesa paraguaia – a melhor daquela Copa –, tiveram um único empate, com a invicta Itália, que jogou bem e foi eliminada nos pênaltis e viraram para cima da melhor parte da melhor geração de jogadores já formados na antiga Iugoslávia, destacando o artilheiro Suker e o craque Prosinecki, entrosados desde a conquista do mundial de juniores em 87.

A ladainha nacionalista que insiste na convulsão do careca para explicar a derrota brasileira me fez lembrar de Adeus, Hexa, brilhante artigo de maio do ano passado em que Guilherme Fiuza perfila in advance a soberba que levaria o Brasil à derrocada na Alemanha: “os brasileiros são assim mesmo. Oscilam da auto-piedade mais miserável à arrogância mais histérica”.

Quase uma década passada e mais um sarrafo dos bleus ainda não foram suficientes para tirar o nacionalismo de chuteiras de seu praticamente vitalício analfabetismo funcional. Deitado em berço esplêndido, Policarpo Quaresma segue ajeitando o meião.

quinta-feira, junho 21, 2007

Riquelme na terra

Que me perdoe - ou não - o nacionalismo obrigatório introduzido (ôpa!) por Galvão Bueno na imprensa esportiva brasileira, mas com Riquelme de um lado e Tuta do outro, a torcida pelo primeiro é uma questão de classe.

Com 3 a 0 para descontar, a missão do Grêmio na final da Libertadores era tão agradável quanto deve ser o vento do Guaíba no inverno portoalegrense. Deve ser porque nunca foi a Porto Alegre - muito menos, no inverno, deus me livre.

Tirar tr~es do Boca é bem mais complicado do que tirar do Defensor. O Boca mereceu ser campeão novamente porque, além de ser mais time, tem aquela coisa que faz tão bem ao futebol: o craque.

Não era qualquer um que teria o insight de dominar uma bola de lado da entrada da área e, vendo-se livre, chutar quase no ângulo oposto, ainda mais quando o ala já abria para receber a bola na ponta direita. No segundo gol, a bola não sobrou para ele por acaso. Ela procurou.

Até os torcedores do River Plate devem estar felizes pelo menos com ele ter atendido ao pedido de Alfio Basile para deixar as preocupações su madresita na Plaza de Mayo e voltar a defender a seleção argentina.

Mas os gremistas não devem ficar tristes, e, sim, agradecer aos argentinos por terem deixado o Palermo bater o pênalti - certeza de que, pelo menos, não fariam, em pleno olímpico o segundo 3 a 0 da decisão.

PS: falando em perder pênaltis, a Inglaterra sub-21, mas que na verdade, ia até 23 (!) disputou nas penalidades uma das seminfinais do Europeu da categoria contra a Holanda, após empate de 1 a 1. E, óbvio, perdeu. O mais notável foi o placar: 13 a 12 em dezessete cobranças para cada. Seis jogadores de cada time repetiram. A outra finalista é a Sérvia, que ganhou por 2 a 0 da Bélgica.

quinta-feira, junho 07, 2007

Hoje o Brasil é tricolor

Ao Fluminense, campeão da Copa do Brasil, este blog por hora só tem uma palavra a dizer: parabéns. Antes que levantem dúvidas, o tricolor do blog é o Cid. É o primeiro título nacional da preiboizada em 23 anos - terceira divisão não conta...

Não para ignorar, porém, a ruindade do Figueirense. Com toda a pressão, o time de Floripa não conseguiu criar nenhuma chance clara de gol. As melhores foram do tricoloe. E isso porque eles sequer souberam sair com a bola dominada quando a recuperavam. Tentavam contra-atacar com dois jogadores contra cinco. Na lateral, Renato Gaúcho quase tinha ataques cardíacos, ao gritar "prende a bola!".

Carlos Alberto vem se revelando uma bela decepção, que dá mais perigo de ser expulso do que de gol. Já Adriano Magrão - quem diria? - jogou muito até sem fazer o gol - deu um passe perfeito para a conclusão de Roger. Thiago Silva também merece ser mencionado. Antecipações perfeitas sempre.

No Figueirense, qualquer rubro-negro - meu caso - fica feliz em ver que nos livramos de André Santos. E, temos que dizer, a final desta Copa do Brasil não foi 15% da do ano passado. Poderia ser, caso, não fosse o frango do botaguense Júlio Cesar (goleiro com esse nome tem honrar, p¨%#$!&¨rra!)

sexta-feira, junho 01, 2007

Amistoso não precisa ser necessariamente chato...

...ou disputado sem o mínimo tesão. Mas cá pra nós qual motivação deveriam ter os jogadores brasileiros? Não colocaram o time que vai jogar a Copa América em campo pra começar a pegar entrosamento, Kaká e Ronaldinho querem mais é descansar, e esse jogo nada mais é que um jeito da CBF caçar níquel e atirar qualquer mística que uma partida da seleção brasileira já teve no lixo. Empolgado mesmo só o Galvão com o empate brasileiro no último minuto.

Semana que vem a Caravana Rolidei estaciona em outro lugar. Bye Bye Brasil.

quarta-feira, maio 23, 2007

Milan vai tomar no Cúcuta

Um campeonato vencido pelo enfadonho Milan só não é mais digno de desprezo do que o fascínio de brasileiros pelo time de Silvio Berlusconi pelo mero fato de ele ter compatriotas em seu elenco. Patriotada no nível de Policarpo Quaresma ao som Don e Ravel por um jogador que retribui tanto o carinho nacional a ponto de esnobar defender a seleção na Copa América, alegando um cansaço em fim de três temporadas sem férias que não demonstrou hoje, justamente quando encerrou a terceira dessas temporadas.

Também, ainda que menos, por outros dois. Um que nunca ganhou nada além de justamente a Copa América pelo Brasil e outro que no ano passado foi a uma Copa do Mundo buscar um recorde pessoal - além do notório de passar quinze anos jogando como lateral sem aprender a fazer um cruzamento.

Besteira suprema do técnico do Liverpool, Rafa Benítez, foi deixar Peter Crouch, o Obina inglês, no banco. Ele nem tocou na bola no escanteio que deu o gol de honra dos reds, mas chamou toda a marcação e Kuyt ficou livre. Foi a primeira vez, já nos descontos, que isso ocorreu, embora o time inglês tenha tido diversos cóneres a seu favor.

Mas a maior besteira veio dos comentaristas da ESPN, que babaram o ovo daquele que comemorou o título mostrando uma camiseta com a ridícula inscrição I belong to Jesus como "sensacional". A repetição do segundo e derradeiro gol milanês deixa claro o espaço que ele teve para tocar para Inzaghi no meio dos marcadores. Aquele passe até o Fernando Vanucci de porre acertaria.

O Milan foi campeão da Europa começando sua vitória com um gol típico do mesmo Inzaghi. A bola bateu nele e entrou. Mas não tem nada não. No Mundial, eles ainda levam uma chinelada do Cúcuta.

terça-feira, maio 22, 2007

Mil meu com mil seu

Romário marcou seu milésimo repetindo o que melhor faz atualmente: chutar cachorro morto.

Foi assim no pênalti contra o Sport Recife, que já perdia por 2 a 0. Da mesma maneira que o Flamengo, em que fez o 999º - e ainda perdeu chance claríssima de fazer o mil.

Foi assim contra o Volta Redonda, que perdia por 3 a 0, quando ele entrou. E contra o Madureira, estava 1 a 1, mas quem empatou quando o Vasco perdia foi o Leandro Amaral.

sexta-feira, maio 18, 2007

PA, o visionário

"O Afonso, ex-Atlético que joga hoje no Heerenveen da Holanda, está na ponta da artilharia européia. O rapaz tem faro de gol, foi artilheiro da liga sueca por dois anos seguidos, e campeão pelo Malmö. Dunga, que é novidadeiro, acaba chamando."

Foi o que comentou nosso colaborador Paulo André Vieira em Fevereiro deste ano. A prova está AQUI.

Ele podia aproveitar e me passar os números dessa Sena aí que está acumulada.

quinta-feira, maio 10, 2007

Espaço alugado no fim do sonho rubro-negro

O resumo da eliminação do Flamengo na Libertadores agora há pouco fica por conta do comentário de meu amigo Rafael Roldão, estudante de jornalismo e ex-jogador de futsal, que nos deu o furo (com trocadilho, por favor) da semana passada sobre o racha-Fla - notícia, aliás, publicada, com algumas diferenças, um dia depois pelo JB (depois de abrir o link, clique duas vezes na setinha para virar as páginas e ler). Concordo com 90% do que ele diz. Depois, volto dizendo do que discordo:

De imediato, pra evitar protestos, vou àquilo que foi mais gritante na partida. O Flamengo sentiu na pele o que é sofrer com erros da arbitragem. Dessa vez, erros que ganharam destaque pela forma sucessiva com que aconteceram. O juíz Héctor Baldassi permitiu que os Uruguaios usassem e abusassem da violência e da catimba. Deu segmento ao jogo quando deveria pará-lo devido a faltas violentas dos jogadores do Defênsor e parou a partida ao enxergar faltas inexistentes dos jogadores do Flamengo. Não deu o devido acréscimo. Não distribuiu cartões amarelos como deveria. Os dois pênaltis não marcados, um em cima de Paulo Sérgio outro em Renato Augusto, de todos os lances são os que mais me permitem relevar a decisão da arbitragem. Foram jogadas quase na linha de fundo e Baldassi tinha a visão encoberta.

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Bruno merece um busto de bronze na Gávea.

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Apesar da fragilidade do adversário, o Flamengo não fez uma grande partida. Jogou na base da raça para compensar as evidentes deficiências, a exemplo dos últimos jogos do rubro-negro. Sobretudo no segundo-tempo, jogou de forma desordenada. Não criou grandes oportunidades de gol e se não fossem por dois belos chutes de Renato, que nessa partida voltou a jogar bem depois de algum tempo de atuações ruins, teria saído do Maracanã com um resultado ainda pior.

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Pro flamenguista, pior do que não ter Obina deve ser ter que ver Souza e Roni no ataque. O Fla precisa com urgência procurar um parceiro de ataque para jogar ao lado do atacante baiano no Brasileirão.

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Ney Franco mexeu mal no time. Além de fazer com que o seu time criasse menos, conseguiu a façanha de deixar o Flamengo vulnerável frente a um adversário muito fraco. Pra mim, o mineiro não tem competencia pra ser treinador do Flamengo.

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Após acertar aquele belíssimo petardo contra o Botafogo, Renato Augusto mostrou que ainda não se livrou da velha deficiência. Não acertou um único chute a gol na partida. Todo cuidado é pouco com o jovem jogador que tem muito a dar para o clube
da Gávea.


Voltei

O ataque do Flamengo, longe de ser uma dupla Romário & Bebeto, não é notavelmente ruim, embora tenha deficiências. Discordo de que Ney Franco não tenha competência para dirigir o Flamengo. Cometeu um erro hoje, ao sacar Clayton que, desta vez, vinha bem e pôr em campo Paulo Sérgio - ainda que tendo sofrido o segundo pênalti, ambos não marcados, muito jovem, em seus 17 anos para entrar na situação em que se encontrava o jogo.

Com mais um atacante, mas sem Clayton, que roubava a bola e criava, o Flamengo perdeu o meio de campo, em posse de bola e criação. Deixou de chegar ao ataque com a bola dominada, o que vinha proporcionando suas chances de gol, principalmente em chutes de fora de área, como o do segundo gol, ambos de Renato. E passou a perdê-la, dando ao Defensor o que ele não havia tido em nenhum momento até então: posse de bola e chances de gol, algumas delas claras, que só não sepultaram as chances rubro-negras mais cedo graças a (mais) uma atuação irrepreensível do goleiro Bruno.

Rafael chamou o time uruguaio de Defênsor de sacanagem. A Globo não cometeu este erro hoje na transmisão, mas diversos veículos o fizeram, em suas coberturas, pronunciando o nome da equipe como se fosse o de um time ingl~es. O mais curioso é que a palavra Defênsor não existe em nenhum idioma, nem em inglês. Quem acompanha a Premier League (ou foi além do begginner do Yázigi) sabe que Defensor na língua da rainha se escreve 'defender'.

PS: E o Grêmio venceu o São Paulo e passou. Ê timinho copeiro...

quinta-feira, maio 03, 2007

Racha-Fla

Renato seria o pivô.

Não de futsal, mas de um racha no time do Flamengo, que já acontecia e explocou depois da desastrosa derrota por 3 a 0 para o Defensor, no Uruguai, agora há pouco pelas oitavas-de-final da LIbertadores (em parte pelo campo, em parte pela arbitragem conivente com a catimba uruguaia, na imensa maior parte pela falta de garra do time carioca).

Renato, diz fonte fidedgina deste bolg, que tem ligações com o clube, "Quer decidir escalação. Não quer a galera de Minas no time. Quer Clayton e Moisés no time titular". Segundo nossa garganta profunda, Ney Franco reclamou, mas não teve coragem de tirá-lo do time (o meia é queridinho das 'organizadas') e deixou outros jogadores "indignados com a falta de punho. O grupo rachou".

De um lado, Renato e seus Blue Caps: Moisés, Clayton, Souza e Roni. Do outro, o Clube da Esquina de Ney Franco e seus importados de Minas. Correndo por fora, o trovador solitário - e, atualmente, desafinado - Juninho Paulista, insatisfeito por não vir jogando.

A "falta de punho" e a "divisão" se refletiram na escalação. Do bonde do Renato, só Clayton não jogou. Juninho teve sua chance e Leandro Salino, um mineiro que nunca mostrou a que veio, também. Ambos jogaram mal e saíram.

O mal estar pode ter influenciado em campo, mas o que se viu em campo certamente serviu para aumentá-lo. Após o jogo, Juninho, revoltado por ter sido substituído - corretamente, pois não jogou nada - partiu para cima de Ney Franco. Clayton, que nem jogou - e que, quando joga, geralmente também não vem jogando nada -, também. "Porrada envolvendo Clayton, Juninho e Ney". E parece que a turma do 'deixa disso' precisou separar. No intervalo, informou Márcio Iannaca, do Globo Esporte.com, Juninho já havia discutido com o técnico.

Para piorar - Eric Faria informa ao Sportv aora, do Uruguai -, torcedores ainda hostilizaram treinador e jogadores no aeroporto em Montevidéu.

quarta-feira, maio 02, 2007

You will never walk alone!

Com o insuportável Milan, de Berlusconi, Gattuso e Cafu, na final da Liga dos Campeões da Europa - após bater um inexplicavelmente apático Manchester United por 3 a 0, em casa -, este blog é Reds desde criancinha.

Não importa que os dois jogos contra o Chelsea (um '1 a 0' para cada e vitória do Liverpool nos pênaltis) tenham sido duas belas porcarias. Time que tem Cafu tem mais é que se se fu...